Por G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Um jovem de 23 anos, um de 18 anos e outro de 19 anos, suspeitos de envolvimento no assassinato do policial Marivaldo Camelo da Rocha Júnior na segunda-feira (24), foram mortos durante a noite em confronto com policiais militares em diferentes pontos de Itaquaquecetuba.

Rocha Júnior, de 34 anos, e um colega faziam patrulhamento de rotina durante a tarde desta segunda-feira na Vila Margarida, em Ferraz de VasconcelosEles se depararam com dois suspeitos de roubar uma casa. Segundo a polícia, um deles atirou na cabeça do policial.

Os boletins de ocorrência foram registrado como homicídio, morte decorrente de intervenção policial, resistência e localização e apreensão de objetos e veículo. Os documentos, porém, não explicaram a participação de cada um no roubo que terminou com o assassinato do policial.

De acordo com a polícia, o primeiro confronto foi com Ramon Juan dos Santos de 19 anos, na Rua Milena Freitas dos Santos, Jardim do Carmo, por volta das 18h30.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram até uma casa para verificar uma denúncia anônima de que no local estariam dois homens envolvidos na morte do policial militar.

Eles disseram que, ao chegar, ouviram um estampido e viram dois homens fugindo para uma casa atrás da que estavam. De acordo com a polícia, os PMs perseguiram os suspeitos e, na segunda casa, um deles fez um disparo contra os policiais.

Um policial contou que fez dois disparos para se defender e que o colega deu outros três disparos. O suspeito foi atingido. Uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) esteve no local e constatou a morte dele.

Na primeira casa, os policiais afirmaram que encontraram diversos celulares e uma motocicleta roubada.

A dona da casa onde o suspeito foi atingido contou que não conhece o jovem. Ela disse que estava em casa com o filho quando ouviu barulhos e passos dentro da residência.

Os policiais entraram na casa pendido licença e orientaram que ela ficasse quieta. Logo após ouviu os tiros e os policiais gritando para o suspeito soltar a arma e se entregar.

A polícia requisitou perícia no local, exame residuográfico para os envolvidos, exame necroscópico para a vítima e apreensão das armas: uma pistola calibre 380 e duas calibre .40. No boletim de ocorrência consta que no momento da perícia uma arma foi encontrada no local.

Já o outro caso foi às 19h, na Travessa Suzano no Jardim do Carmo. Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram verificar uma denúncia anônima sobre o autor do homicídio do policial Rocha Júnior.

Segundo a PM, ao chegarem a uma casa na Travessa Suzano, no Jardim do Carmo, por volta das 19h, os policiais foram recebidos a tiros por Cleisson da Costa Lira, de 18 anos, e David Jonathan Vieira Alves de 23 anos.

Um policial estava armado com um fuzil e outro com uma glock.40. Eles relataram que, em legítima defesa, revidaram os disparos.

Os policiais contaram que desarmaram o suspeito de 23 anos e o socorreram ainda com vida. No entanto, ele morreu no Hospital Santa Marcelina, no Itaim Paulista.

No terceiro caso, os policiais contaram que viram o rapaz de 18 anos no telhado de uma casa e ouviram a dona do imóvel pedir por socorro.

Ao procurar pelo jovem no imóvel, os policiais afirmaram que ele fez disparos contra a equipe e que, em legítima defesa, revidaram.

O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) esteve no local e constatou a morte do rapaz.

A Polícia Civil solicitou perícia, exame residuográfico para os policiais e exame necroscópico para o suspeito.

As armas foram apreendidas e encaminhadas para perícia. Também foram apreendidos R$ 415 e um celular com a tela quebrada.